segunda-feira, 13 de outubro de 2014

O que penso da religiosidade brasileira

Este é um artigo que escrevi para a faculdade. Tem uma linguagem mais técnica, mas é fácil de entender. Não me crucifiquem, apenas ponderem o que ler. Ao texto.

Despotismo no movimento pentecostal

        Nos últimos anos observou-se um crescimento considerável dos evangélicos no Brasil, principalmente dentro dos movimentos pentecostal e neopentecostal, com suas mensagens positivistas e grande ênfase em milagres e esperança para os menos afortunados, o que tem levado a um fluxo grande de pessoas em busca de uma mudança de vida rápida para dentro destas igrejas. A facilidade com que se abre um templo hoje no Brasil, e o contexto social que mais desfavorece a grande maioria da população fomenta o aparecimento, a todo instante, de igrejas para os mais variados públicos. Hoje no Brasil encontram-se igrejas voltadas para surfistas, lutadores, alternativos, hipsters, hippies, homossexuais e todo e qualquer tipo de ideologia de vida, transformando muitas vezes a igreja em um mercado lucrativo e próspero.
          Observa-se também que este fenômeno tem aberto portas para inúmeros problemas acarretados pelos mais diversos fatores, dentre os quais a total falta de preparo de líderes, que movidos por ganância, não medem esforços para aumentar seus faturamentos, lançando mão de pressupostos totalmente antibíblicos, antiéticos e, algumas vezes, criminosos, expondo seus membros ao ridículo e causando danos muitas vezes irreversíveis à fé das pessoas que por eles são lideradas. Vê-se que há um fluxo grande pela porta da frente de tais igrejas, mas esconde-se o igualmente grande fluxo que há pela porta dos fundos. O que se vê é que muitos dos líderes destas igrejas e comunidades tornam-se verdadeiros despostas, opressores em um sistema sem controle.
          O tema será abordado de forma crítica, trazendo uma reflexão sobre as questões relevantes para a busca de uma solução salutar aos problemas enfrentados pela Igreja, que muito tem sofrido com os descuidos daqueles que, se mascarando de cristãos, abandonaram a essência do verdadeiro evangelho de Jesus Cristo, conforme nos diz a Bíblia:
E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade. E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita. (BIBLIA, 2 Pedro 2.1-3)

    O que se pode ver é que o papel de defender os mais fracos tem sido jogado ao relento, demonstrando falta de preocupação por parte da Igreja como um todo com aqueles que se decepcionam com o sistema, muitas vezes culpando estas pessoas por todos os males que as acometem; às vezes as próprias vítimas dos abusos sentem-se culpadas, segundo dados apontados por Marília de Camargo César em seu livro Feridos em nome de Deus. É necessário apontar estas falhas e também solucioná-las, para que a porta do Reino não seja fechada para aquelas pessoas que por ela buscam passar, mas sim abri-las cada vez mais, para que mais pessoas possam ser levadas ao conhecimento do amor de Cristo.
1.      INÍCIO DO MOVIMENTO PENTECOSTAL
2.1 Primórdios
            Historicamente o movimento pentecostal surgiu em meio ao período de segregação racial nos Estados Unidos, após a guerra civil em meados do século XIX. Surgiram algumas igrejas metodistas pregando a plena santificação através da chamada “segunda benção” ou “segunda obra da graça”, distinta da conversão. Tais igrejas receberam o nome de ‘holiness’, que em português significa ‘santidade’; estas igrejas começaram a doutrina do batismo com Espírito Santo e com fogo, considerando este fenômeno como uma terceira experiência na vida cristã.
            Em 1900 um pregador metodista chamado Charles Fox Parham, criou um instituto bíblico na cidade de Topeka, Kansas. Este pastor ensinava que a glossolalia – o falar em novas línguas – era o sinal que acompanhava este batismo, e, apesar deste fenômeno não ser novo, Parham foi o primeiro que o enfatizou como evidência do batismo com Espírito Santo. O movimento criado por Parham recebeu nomes como ‘fé apostólica’, ‘pentecostal’ e ‘chuva tardia’. Dado o crescimento rápido deste trabalho, muitos foram atraídos para este movimento. Contemporâneo a este movimento nos Estados Unidos, houve um movimento semelhante em Londres, que ficou conhecido como ‘o grande avivamento do País de Gales’. Após estes eventos, Parham criou outro instituto bíblico em Huston, Texas. Muitos foram atraídos para lá, incluindo o ex-garçom negro e pregador holiness chamado William J. Seymour.
            Este era um período de segregação racial nos Estados Unidos e Parham por ser racista, discriminava Seymour, impedindo-o de participar diretamente de suas aulas. Seymour só poderia ouvir as aulas em um corredor do lado de fora da sala. Seymour era filho de escravos e de pouca cultura, era cego de um olho e não possuía boa comunicação. Após algum tempo, Seymour foi convidado a pregar em uma igreja batista em Los Angeles, pastoreada por Julia Hutchins, expulsa de sua comunidade por pregar a doutrina holiness. Seymour pregou baseado na passagem de Atos 2.4, apesar de ainda não ter experimentado o fenômeno da glossolalia. Julia não se agradou do sermão de Seymour, mas ele começou a fazer reuniões na casa em que estava hospedado, atraindo vários membros desta igreja; muitos destes membros começaram a experimentar o falar em línguas, primeiro negros, depois brancos, e por último, o próprio Seymour.
            Após um acidente ocorrido nesta casa, Seymour e seus seguidores alugaram um prédio antigo na Rua Azusa, no centro de Los Angeles. As reuniões ali realizadas atraíram a atenção de muitos, inclusive da imprensa. Um repórter do Los Angeles Times escreveu um artigo intitulado “Estranha Babel de línguas”, expressou-se da seguinte forma:
As reuniões se realizam num barraco condenado na Rua Azusa, e os partidários desta estranha doutrina praticam os mais fanáticos ritos, pregam as teorias mais loucas e eles mesmos funcionam num estado de louca excitação em seu zelo peculiar. Gente de color e uns quantos brancos compõem a congregação, e a noite se torna horrorosa no bairro por causa dos uivos dos fiéis, que passam horas se balançando para frente e para trás numa exasperante atitude de oração e súplica. Eles dizem ter o "dom de línguas" e ser capazes de entender este babel. (fonte: Wikipedia)
Este artigo foi publicado no mesmo dia em que um terremoto e um incêndio destruíram a cidade de São Francisco, e funcionou como uma propaganda gratuita para o movimento. As reuniões chamavam atenção por reunir negros e brancos no mesmo ambiente, em um período de intensa segregação racial; outro fato que chamava atenção era a presença de médiuns espíritas tentando realizar sessões durante os cultos. Muitos problemas eclodiram a partir daí como segregação racial, divergências doutrinárias, brigas de egos. Após muitos conflitos, Seymour e outros líderes negros assumiram a liderança da missão excluindo brancos e hispânicos. Após, o movimento entrou em declínio e em 1922 Seymour veio a falecer. A missão fechou as portas e o prédio da Rua Azusa foi demolido.

2.2 Movimento Pentecostal no Brasil
            Segundo Romeiro (1993), o movimento pentecostal no Brasil divide-se em três períodos conhecidos por Primeira, Segunda e Terceira Onda Pentecostal. A Primeira Onda Pentecostal refere-se aos períodos de chegada do movimento no Brasil, em 1910 com a implantação da Congregação Cristã do Brasil e da Assembleia de Deus, movimento este que se opunha ao catolicismo romano e, assim como os movimentos iniciados nos Estados Unidos, davam ênfase ao batismo com Espírito Santo e ao fenômeno da glossolalia. Abrange o período que vai de 1910 a 1950.
            O autor continua relatando que a Segunda Onda Pentecostal surgiu na década de 1950, quando chegaram a São Paulo dois missionários norte-americanos da International Church of The Foursquare Gospel. Na capital paulista, eles criaram a Cruzada Nacional de Evangelização e, centrados na cura divina, iniciaram a evangelização das massas, principalmente pelo rádio, contribuindo bastante para a expansão do pentecostalismo no Brasil. Em seguida, fundaram a Igreja do Evangelho Quadrangular. No seu rastro surgiram o Ministério Cristo Vive, O Brasil para Cristo, Igreja União Evangélica Pentecostal, Igreja Pentecostal Deus é Amor, Casa da Bênção, Igreja Luz do Calvário, Igreja Unida, Igreja de Nova Vida e diversas outras igrejas pentecostais menores como a Igreja Presbiteriana Pentecostal dentre outras.
            A Terceira Onda Pentecostal ficou conhecida como movimento Neopentecostal, surgiu na década de 70 com a fundação, pelo bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus, e da Igreja Internacional da Graça de Deus, liderada pelo missionário R. R. Soares. Este movimento enfatiza a assim chamada “‘Teologia’ da prosperidade” ou a “confissão positiva”, cuja mensagem é de que a benção financeira é o desejo de Deus para os cristãos e que a fé, o discurso positivo e as doações para os ministérios cristãos irão sempre aumentar a riqueza material do fiel.

2.     O CENÁRIO ATUAL
            Atualmente vê-se uma onda de crescimento no número dos que se declaram evangélicos no Brasil. Segundo dados do IBGE, entre 2000 e 2010 houve um crescimento de 61,45%, sendo que em 2000 cerca de 22,6 milhões de brasileiros se declaravam evangélicos, o que representa 15,4% da população; em 2010 este número salta para 42,3 milhões, o que representa 22,2% da população. Os estudos do IBGE também constatam que dentro deste espaço amostral, 6,2% não possuem instrução e 42,3% afirmam ter o ensino fundamental incompleto.
            Este crescimento constante do movimento evangélico, também conhecido por “gospel”, tem levado a distorções de todo tipo. Pastores e líderes sem preparo e com um currículo obscuro não medem esforços para alcançar o máximo de pessoas possíveis, lançando mão de mensagens populares cujo intento é apenas agradar sua audiência, destoando do conhecimento teológico e provocando desvios profundos no conhecimento bíblico.
            O pensamento de muitos destes líderes, segundo Souza (2004), é que “Deus é um bom negócio”, afastando-os do servir e transformando-os em curandeiros, chefes, um atleta olímpico espiritual. Igrejas têm sido tratadas como empresas, já que líderes em sua corrida insana por crescimento impõem metas e cobranças absurdas, e liderados utilizam qualquer meio para alcançá-las; o poder corrompe o bom senso de muitos líderes que não aceitam questionamentos. Como diz Eric Hoffer, “nossa sensação de poder é mais vívida quando dobramos o espírito de um homem do que quando conquistamos seu coração.”[1] Conquistar demanda tempo, e o crescimento exigido por estas igrejas demandam agilidade.
            O cenário em que se encontra o movimento evangélico hoje é de total confusão. Até igrejas pentecostais históricas com a Assembleia de Deus e a Igreja do Evangelho Quadrangular que, apesar de sempre terem destoado do evangelho em algum momento ao longo de sua história, abriram mão de seus conceitos e valores históricos e aderiram ao movimento da terceira onda pentecostal, adotando desvios teológicos infundamentados como a “teologia” da prosperidade. Hoje se encontram relatos de empresários que fecharam seus negócios e abriram uma igreja, pois viram nestas uma saída mais lucrativa que aquelas, já que igrejas são consideradas entidades isentas ou imunes e ficam desobrigadas a pagar Imposto de Renda sobre as doações recebidas. Tais fatos colaboram para o aparecimento cada vez maior de aproveitadores da fé alheia. Alie-se a isso o fato de grande parte dos evangélicos terem um baixo grau de instrução, cria-se a oportunidade perfeita para que tais aproveitadores da fé encontrem terreno fértil para suas empreitadas.

3.1  Estratégias do Movimento pentecostal
            Dentre as distorções que se vê no movimento pentecostal está o poder delegado ao pastor/líder da igreja. Baseados em passagens como 1º Crônicas 16:21-22, Salmos 105:15 e 1º Samuel 26:9, onde o cerne está na proteção de Deus a seus ungidos, estes líderes se colocam em um patamar acima dos demais, dizendo-se portadores de uma “mensagem divina”, de uma “revelação” a qual não pode ser contestada, utilizando-se de manipulação e cerceamento dos seus liderados. Segundo análise de Paulo Romeiro, “devido muitas destas igrejas terem sido criadas nas regiões Norte e Nordeste, onde o coronelismo era ainda marcante, tem que ver com este “empodeiramento” do pastor evangélico.”[2]
            Observa-se que a falta de instrução de grande parcela da população evangélica e a baixa renda têm sido fomentadores de práticas abusivas por parte dos pastores deste movimento. Segundo o economista Marcelo Nery, da Fundação Getúlio Vargas, a renda familiar per capita dos fiéis das igrejas pentecostais é 30% menor que a dos católicos, sendo que a renda média de uma família católica é de R$2.023, a de uma família pentecostal cai para R$1.496. Este fator é preponderante já que, devido muitas destas famílias não ter acesso a questões básicas como saúde, educação, lazer e etc. elas buscam na religião a esperança que lhes falta na vida secular. Mas também há aqueles cuja formação cultural e renda estão acima da média apresentada e também sofrem abuso por parte de maus líderes.
            Muito do trabalho feito por estes líderes ocorre através da manipulação psicológica e do medo. Maldição é lugar comum nas pregações neopentecostais. A mensagem principal gira em torno das bênçãos financeiras, mas para isso, o fiel precisa “semear” dízimos e ofertas, caso contrário o “devorador” irá alcançar as finanças e demais áreas da vida deste fiel. Prega-se que se este fiel for assíduo em seus dízimos e ofertas ele jamais enfrentará adversidades nesta vida. Este tipo de mensagem teve início na década de 30, com Essek William Kenyon (1867-1948), cuja influência vem de homens como o do hipnotizador e curandeiro Finéias Parkhust Quimby (1806-1866). Um fato sobre E. W. Kenyon, é que ele foi fortemente influenciado pelo movimento da Nova Era; ele ensinava que tudo que a pessoa puder falar ela possuirá, e apesar de ter pregado a cura divina, dizendo que sempre foi vontade de Deus curar, morreu de um câncer maligno em estado de coma.
            Como já foi citada, esta teologia empregada afirma que o crente fiel jamais passará por problemas. Estudos feitos pelo University College London, no Reino Unido, mostram que o excesso de otimismo pode ser desastroso para o indivíduo, já que este perde a noção dos riscos que corre, não fazendo nenhum tipo de planejamento para o futuro nem se preparando caso haja alguma adversidade em sua vida. Não é difícil encontrar relatos de pessoas que, baseadas neste pensamento e em maus conselhos dados por líderes irresponsáveis, perderam a vida, quando se encontraram doentes e seus líderes lhes disseram que não precisavam de médico ou remédios, pois Deus as curaria.
            Analisando o contexto social, o Brasil é um país que possui desigualdades acentuadas, educação pífia, e segundo dados do IBGE de 2005, aproximadamente 75% dos brasileiros são analfabetos funcionais, incluindo-se ai grande parcela de universitários e pessoas com maiores chances a uma educação de qualidade. A falta de informação é o maior obstáculo para se vencer tais abusos dentro do movimento pentecostal, já que este dá mais ênfase a experiências místicas do que ao conhecimento, e mais ênfase na palavra do líder/pastor que na própria Bíblia.

3.      EDUCAÇÃO COMO SOLUÇÃO
A cultura assusta muito. É uma coisa apavorante para os ditadores. Um povo que lê nunca será um povo escravo.” –ANTUNES (2003)
            Acredito que a educação seja a melhor saída para que o povo não caia nas garras de tais lobos devoradores que se espalham pelo meio do rebanho. Os países com melhores índices de desenvolvimento hoje são os que mais deram atenção à educação de seu povo. É sabido que muitos destes líderes não têm interesse nenhum em que seu rebanho estude, adquira conhecimento e cultura, porém, é necessário que aqueles que têm a possibilidade comecem a implantar uma cultura de educação diferenciada no meio da igreja. Este quadro mudou ao longo dos anos, já que, assim como uma parcela maior da população hoje se declara evangélica, muitos destes também fazem parte daqueles que tem acesso a uma educação melhor, a uma universidade. Mas a educação não deve se restringir apenas ao conhecimento secular.
            O estudo da teologia hoje, mais do que nunca, se faz necessário para combater heresias e distorções que são ensinadas constantemente em nosso meio. Vitor Hugo[3] disse certa vez que quem poupa o lobo sacrifica a ovelha. Esta deve ser uma máxima constante em nosso meio, já que poucos são aqueles que denunciam tais líderes. Pecam pela omissão, em deixar que muitos se percam em meio ao engano e ao erro. Acredito que como Igreja de Jesus, tenho a responsabilidade de anunciar a verdade tal com ela é, e buscar livrar ao máximo àquelas pessoas presas pelo engano.

4.      CONCLUSÃO
            Muito dano tem se causado ao rebanho de Cristo nos dias de hoje devido abusos por parte de líderes e pastores sem o devido preparo para assumir tão grande responsabilidade que é cuidar da Igreja do Senhor. Há feridas que são difíceis de cicatrizar e, mesmo depois que cicatrizam, latejam e deixam marcas profundas. Por causa disso há muitos que desistiram de frequentar igrejas, muitos desistiram de acreditar no cristianismo e no Deus deste sistema. Infelizmente esta é uma causa onde há poucos que advoguem pelos mais fracos, já que se criou um sistema de medo e cerceamento, onde o bom senso e a razão foram banidos como sendo eles o déspota neste sistema de medição de forças.
            Alguns no meio da igreja praticam tanatose, fazem de conta que nada lhes diz respeito, quando a bíblia nos diz “Portanto, tornai a levantar as mãos cansadas, e os joelhos desconjuntados” (BÍBLIA, Hebreus cap. 12 verso 12). É sempre nossa obrigação advogar a causa em favor dos mais fracos. A ordenança bíblica é que sejamos imitadores de Cristo. Acaso Cristo é injusto? Não estou sendo omisso ao permitir que a injustiça se perpetre diante dos meus olhos? A mesma bíblia nos diz que quem deixa de fazer o bem sabendo que deve praticá-lo, peca.
            A saída para os dias de hoje é aliar a razão à espiritualidade, buscar entender que Deus não faz acepção de pessoas e que, definitivamente, nenhum líder ou pastor está acima de seu rebanho, mas este deve andar em pé de igualdade, já que não passa de um ser humano falho, fraco, incapaz e tão necessitado da graça de Deus quanto qualquer outra pessoa. Se hoje se primasse mais pela Palavra de Deus que pelas experiências místicas e sincretismos religiosos, encontraríamos um ambiente salutar para desenvolvimento espiritual e cognitivo amplos, entendendo que, acima de tudo, devemos servir a Deus com nossa consciência e razão, e não com a emoção. Que Deus permita que sua Igreja abra os olhos enquanto é tempo.

      REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BÍBLIA SAGRADA
BLAZER, Dan. Freud versus Deus. Viçosa, Editora Ultimato, 2002
CAMARGO, Marília. Feridos em nome de Deus. São Paulo: Mundo Cristão, 2013
DE YOUNG, Kevin. KLUK, Ted. Eu não quero um pastor bacana. São Paulo, Mundo Cristão, 2008
Desconhecido. (14 de Julho de 2013). Pentecostalismo. Acesso em 07 de Outubro de 2013, disponível em Wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pentecostalismo
MARTON, Fábio. Ímpio: o evangelho de um ateu. São Paulo, LeYa Brasil, 2011
NICODEMOS, Augustus. O que estão fazendo com a igreja e a queda do movimento evangélico brasileiro. São Paulo, Mundo Cristão, 2008
NICODEMOS, Augustus. O ateísmo cristão e outras ameaças à Igreja. São Paulo, Mundo Cristão, 2011
ROMEIRO, Paulo. Evangélicos em Crise. São Paulo, Mundo Cristão, 1999
ROMEIRO, Paulo. SuperCrentes. São Paulo, Mundo Cristão, 1993
ZIMBARDO, Philip. O Efeito Lúcifer: como pessoas boas tornam-se más. Rio de Janeiro: Record, 2012



[1] The Passionate State of Mind, citado em: ZIMBARDO, Philip. O Efeito Lúcifer. Rio de Janeiro: Record, 2012, p. 295
[2] Citado em: CÉSAR, Marília de Camargo. Feridos em nome de Deus. São Paulo: Mundo Cristão, 2013 (edição digital)
[3] Victor-Marie Hugo (1802-1885) foi um novelista, poeta, dramaturgo, ensaísta, artista, estadista e ativista pelos direitos humanos francês de grande atuação política em seu país.

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