Este é um artigo que escrevi para a faculdade. Tem uma linguagem mais técnica, mas é fácil de entender. Não me crucifiquem, apenas ponderem o que ler. Ao texto.
Despotismo no movimento pentecostal
Nos últimos anos
observou-se um crescimento considerável dos evangélicos no Brasil,
principalmente dentro dos movimentos pentecostal e neopentecostal, com suas
mensagens positivistas e grande ênfase em milagres e esperança para os menos
afortunados, o que tem levado a um fluxo grande de pessoas em busca de uma
mudança de vida rápida para dentro destas igrejas. A facilidade com que se abre
um templo hoje no Brasil, e o contexto social que mais desfavorece a grande
maioria da população fomenta o aparecimento, a todo instante, de igrejas para
os mais variados públicos. Hoje no Brasil encontram-se igrejas voltadas para
surfistas, lutadores, alternativos, hipsters, hippies, homossexuais e todo e
qualquer tipo de ideologia de vida, transformando muitas vezes a igreja em um
mercado lucrativo e próspero.
Observa-se também que este fenômeno
tem aberto portas para inúmeros problemas acarretados pelos mais diversos
fatores, dentre os quais a total falta de preparo de líderes, que movidos por
ganância, não medem esforços para aumentar seus faturamentos, lançando mão de
pressupostos totalmente antibíblicos, antiéticos e, algumas vezes, criminosos,
expondo seus membros ao ridículo e causando danos muitas vezes irreversíveis à
fé das pessoas que por eles são lideradas. Vê-se que há um fluxo grande pela
porta da frente de tais igrejas, mas esconde-se o igualmente grande fluxo que
há pela porta dos fundos. O que se vê é que muitos dos líderes destas igrejas e
comunidades tornam-se verdadeiros despostas, opressores em um sistema sem
controle.
O tema será abordado de forma
crítica, trazendo uma reflexão sobre as questões relevantes para a busca de uma
solução salutar aos problemas enfrentados pela Igreja, que muito tem sofrido
com os descuidos daqueles que, se mascarando de cristãos, abandonaram a
essência do verdadeiro evangelho de Jesus Cristo, conforme nos diz a Bíblia:
E também houve entre o povo falsos
profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão
encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou,
trazendo sobre si mesmos repentina perdição.
E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos
quais será blasfemado o caminho da verdade. E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais
já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita. (BIBLIA, 2 Pedro 2.1-3)
O que se pode ver é que o papel de
defender os mais fracos tem sido jogado ao relento, demonstrando falta de
preocupação por parte da Igreja como um todo com aqueles que se decepcionam com
o sistema, muitas vezes culpando estas pessoas por todos os males que as
acometem; às vezes as próprias vítimas dos abusos sentem-se culpadas, segundo
dados apontados por Marília de Camargo César em seu livro Feridos em nome de Deus. É necessário apontar estas falhas e também
solucioná-las, para que a porta do Reino não seja fechada para aquelas pessoas
que por ela buscam passar, mas sim abri-las cada vez mais, para que mais
pessoas possam ser levadas ao conhecimento do amor de Cristo.
1. INÍCIO DO
MOVIMENTO PENTECOSTAL
2.1
Primórdios
Historicamente
o movimento pentecostal surgiu em meio ao período de segregação racial nos
Estados Unidos, após a guerra civil em meados do século XIX. Surgiram algumas
igrejas metodistas pregando a plena santificação através da chamada “segunda
benção” ou “segunda obra da graça”, distinta da conversão. Tais igrejas
receberam o nome de ‘holiness’, que em português significa ‘santidade’; estas
igrejas começaram a doutrina do batismo com Espírito Santo e com fogo,
considerando este fenômeno como uma terceira experiência na vida cristã.
Em
1900 um pregador metodista chamado Charles Fox Parham, criou um instituto
bíblico na cidade de Topeka, Kansas. Este pastor ensinava que a glossolalia – o
falar em novas línguas – era o sinal que acompanhava este batismo, e, apesar
deste fenômeno não ser novo, Parham foi o primeiro que o enfatizou como
evidência do batismo com Espírito Santo. O movimento criado por Parham recebeu
nomes como ‘fé apostólica’, ‘pentecostal’ e ‘chuva tardia’. Dado o crescimento
rápido deste trabalho, muitos foram atraídos para este movimento. Contemporâneo
a este movimento nos Estados Unidos, houve um movimento semelhante em Londres,
que ficou conhecido como ‘o grande avivamento do País de Gales’. Após estes
eventos, Parham criou outro instituto bíblico em Huston, Texas. Muitos foram
atraídos para lá, incluindo o ex-garçom negro e pregador holiness chamado
William J. Seymour.
Este
era um período de segregação racial nos Estados Unidos e Parham por ser
racista, discriminava Seymour, impedindo-o de participar diretamente de suas
aulas. Seymour só poderia ouvir as aulas em um corredor do lado de fora da
sala. Seymour era filho de escravos e de pouca cultura, era cego de um olho e
não possuía boa comunicação. Após algum tempo, Seymour foi convidado a pregar
em uma igreja batista em Los Angeles, pastoreada por Julia Hutchins, expulsa de sua
comunidade por pregar a doutrina holiness. Seymour pregou baseado na passagem
de Atos 2.4, apesar de ainda não ter experimentado o fenômeno da glossolalia.
Julia não se agradou do sermão de Seymour, mas ele começou a fazer reuniões na
casa em que estava hospedado, atraindo vários membros desta igreja; muitos
destes membros começaram a experimentar o falar em línguas, primeiro negros,
depois brancos, e por último, o próprio Seymour.
Após
um acidente ocorrido nesta casa, Seymour e seus seguidores alugaram um prédio
antigo na Rua Azusa, no centro de Los Angeles. As reuniões ali realizadas
atraíram a atenção de muitos, inclusive da imprensa. Um repórter do Los Angeles
Times escreveu um artigo intitulado “Estranha Babel de línguas”, expressou-se
da seguinte forma:
As reuniões se realizam num barraco condenado na Rua
Azusa, e os partidários desta estranha doutrina praticam os mais fanáticos
ritos, pregam as teorias mais loucas e eles mesmos funcionam num estado de
louca excitação em seu zelo peculiar. Gente de color e uns quantos brancos
compõem a congregação, e a noite se torna horrorosa no bairro por causa dos
uivos dos fiéis, que passam horas se balançando para frente e para trás numa
exasperante atitude de oração e súplica. Eles dizem ter o "dom de
línguas" e ser capazes de entender este babel. (fonte:
Wikipedia)
Este artigo foi publicado no mesmo dia em que um terremoto e
um incêndio destruíram a cidade de São Francisco, e funcionou como uma
propaganda gratuita para o movimento. As reuniões chamavam atenção por reunir
negros e brancos no mesmo ambiente, em um período de intensa segregação racial;
outro fato que chamava atenção era a presença de médiuns espíritas tentando
realizar sessões durante os cultos. Muitos problemas eclodiram a partir daí
como segregação racial, divergências doutrinárias, brigas de egos. Após muitos
conflitos, Seymour e outros líderes negros assumiram a liderança da missão
excluindo brancos e hispânicos. Após, o movimento entrou em declínio e em 1922
Seymour veio a falecer. A missão fechou as portas e o prédio da Rua Azusa foi
demolido.
2.2 Movimento Pentecostal no Brasil
Segundo Romeiro (1993), o movimento pentecostal no Brasil divide-se
em três períodos conhecidos por Primeira, Segunda e Terceira Onda Pentecostal. A
Primeira Onda Pentecostal refere-se aos períodos de chegada do movimento no
Brasil, em 1910 com a implantação da Congregação Cristã do Brasil e da
Assembleia de Deus, movimento este que se opunha ao catolicismo romano e, assim
como os movimentos iniciados nos Estados Unidos, davam ênfase ao batismo com
Espírito Santo e ao fenômeno da glossolalia. Abrange o período que vai de 1910
a 1950.
O autor continua relatando que a Segunda Onda Pentecostal surgiu na década de 1950,
quando chegaram a São
Paulo dois missionários norte-americanos da International Church of The Foursquare Gospel. Na capital paulista, eles criaram a Cruzada Nacional de
Evangelização e, centrados na cura divina, iniciaram a evangelização das
massas, principalmente pelo rádio, contribuindo bastante para a expansão do
pentecostalismo no Brasil. Em seguida, fundaram a Igreja do Evangelho
Quadrangular. No seu rastro surgiram o Ministério Cristo Vive, O
Brasil para Cristo, Igreja União Evangélica
Pentecostal, Igreja Pentecostal Deus é Amor, Casa da Bênção, Igreja Luz do Calvário, Igreja
Unida, Igreja
de Nova Vida e diversas outras igrejas
pentecostais menores como a Igreja Presbiteriana Pentecostal dentre
outras.
A Terceira Onda Pentecostal ficou
conhecida como movimento Neopentecostal, surgiu na década de 70 com a fundação,
pelo bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus, e da Igreja
Internacional da Graça de Deus, liderada pelo missionário R. R. Soares. Este
movimento enfatiza a assim chamada “‘Teologia’ da prosperidade” ou a “confissão
positiva”, cuja mensagem é de que a benção financeira é o desejo de Deus para
os cristãos e que a fé, o discurso positivo e as doações para os ministérios
cristãos irão sempre aumentar a riqueza material do fiel.
2. O CENÁRIO ATUAL
Atualmente
vê-se uma onda de crescimento no número dos que se declaram evangélicos no
Brasil. Segundo dados do IBGE, entre 2000 e 2010 houve um crescimento de
61,45%, sendo que em 2000 cerca de 22,6 milhões de brasileiros se declaravam
evangélicos, o que representa 15,4% da população; em 2010 este número salta
para 42,3 milhões, o que representa 22,2% da população. Os estudos do IBGE
também constatam que dentro deste espaço amostral, 6,2% não possuem instrução e
42,3% afirmam ter o ensino fundamental incompleto.
Este
crescimento constante do movimento evangélico, também conhecido por “gospel”,
tem levado a distorções de todo tipo. Pastores e líderes sem preparo e com um
currículo obscuro não medem esforços para alcançar o máximo de pessoas
possíveis, lançando mão de mensagens populares cujo intento é apenas agradar
sua audiência, destoando do conhecimento teológico e provocando desvios
profundos no conhecimento bíblico.
O
pensamento de muitos destes líderes, segundo Souza (2004), é que “Deus é um bom
negócio”, afastando-os do servir e transformando-os em curandeiros, chefes, um
atleta olímpico espiritual. Igrejas têm sido tratadas como empresas, já que
líderes em sua corrida insana por crescimento impõem metas e cobranças
absurdas, e liderados utilizam qualquer meio para alcançá-las; o poder corrompe
o bom senso de muitos líderes que não aceitam questionamentos. Como diz Eric
Hoffer, “nossa sensação de poder é mais vívida quando dobramos o espírito de um
homem do que quando conquistamos seu coração.”[1]
Conquistar demanda tempo, e o crescimento exigido por estas igrejas demandam
agilidade.
O
cenário em que se encontra o movimento evangélico hoje é de total confusão. Até
igrejas pentecostais históricas com a Assembleia de Deus e a Igreja do
Evangelho Quadrangular que, apesar de sempre terem destoado do evangelho em
algum momento ao longo de sua história, abriram mão de seus conceitos e valores
históricos e aderiram ao movimento da terceira onda pentecostal, adotando
desvios teológicos infundamentados como a “teologia” da prosperidade. Hoje se
encontram relatos de empresários que fecharam seus negócios e abriram uma
igreja, pois viram nestas uma saída mais lucrativa que aquelas, já que igrejas
são consideradas entidades isentas ou imunes e ficam desobrigadas a pagar
Imposto de Renda sobre as doações recebidas. Tais fatos colaboram para o
aparecimento cada vez maior de aproveitadores da fé alheia. Alie-se a isso o
fato de grande parte dos evangélicos terem um baixo grau de instrução, cria-se
a oportunidade perfeita para que tais aproveitadores da fé encontrem terreno
fértil para suas empreitadas.
3.1 Estratégias do Movimento pentecostal
Dentre
as distorções que se vê no movimento pentecostal está o poder delegado ao
pastor/líder da igreja. Baseados em passagens como 1º Crônicas 16:21-22, Salmos
105:15 e 1º Samuel 26:9, onde o cerne está na proteção de Deus a seus ungidos,
estes líderes se colocam em um patamar acima dos demais, dizendo-se portadores
de uma “mensagem divina”, de uma “revelação” a qual não pode ser contestada,
utilizando-se de manipulação e cerceamento dos seus liderados. Segundo análise
de Paulo Romeiro, “devido muitas destas igrejas terem sido criadas nas regiões
Norte e Nordeste, onde o coronelismo era ainda marcante, tem que ver com este
“empodeiramento” do pastor evangélico.”[2]
Observa-se
que a falta de instrução de grande parcela da população evangélica e a baixa
renda têm sido fomentadores de práticas abusivas por parte dos pastores deste
movimento. Segundo o economista Marcelo Nery, da Fundação Getúlio Vargas, a
renda familiar per capita dos fiéis
das igrejas pentecostais é 30% menor que a dos católicos, sendo que a renda
média de uma família católica é de R$2.023, a de uma família pentecostal cai
para R$1.496. Este fator é preponderante já que, devido muitas destas famílias
não ter acesso a questões básicas como saúde, educação, lazer e etc. elas
buscam na religião a esperança que lhes falta na vida secular. Mas também há
aqueles cuja formação cultural e renda estão acima da média apresentada e
também sofrem abuso por parte de maus líderes.
Muito
do trabalho feito por estes líderes ocorre através da manipulação psicológica
e do medo. Maldição é lugar comum nas pregações neopentecostais. A mensagem
principal gira em torno das bênçãos financeiras, mas para isso, o fiel precisa
“semear” dízimos e ofertas, caso contrário o “devorador” irá alcançar as
finanças e demais áreas da vida deste fiel. Prega-se que se este fiel for
assíduo em seus dízimos e ofertas ele jamais enfrentará adversidades nesta
vida. Este tipo de mensagem teve início na década de 30, com Essek William
Kenyon (1867-1948), cuja influência vem de homens como o do hipnotizador
e curandeiro Finéias Parkhust Quimby (1806-1866). Um fato sobre E. W. Kenyon, é
que ele foi fortemente influenciado pelo movimento da Nova Era; ele ensinava
que tudo que a pessoa puder falar ela possuirá, e apesar de ter pregado a cura
divina, dizendo que sempre foi vontade de Deus curar, morreu de um câncer
maligno em estado de coma.
Como
já foi citada, esta teologia empregada afirma que o crente fiel jamais passará
por problemas. Estudos feitos pelo University
College London, no Reino Unido, mostram que o excesso de otimismo pode ser
desastroso para o indivíduo, já que este perde a noção dos riscos que corre,
não fazendo nenhum tipo de planejamento para o futuro nem se preparando caso
haja alguma adversidade em sua vida. Não é difícil encontrar relatos de pessoas
que, baseadas neste pensamento e em maus conselhos dados por líderes
irresponsáveis, perderam a vida, quando se encontraram doentes e seus líderes
lhes disseram que não precisavam de médico ou remédios, pois Deus as curaria.
Analisando
o contexto social, o Brasil é um país que possui desigualdades acentuadas,
educação pífia, e segundo dados do IBGE de 2005, aproximadamente 75% dos brasileiros
são analfabetos funcionais, incluindo-se ai grande parcela de universitários e
pessoas com maiores chances a uma educação de qualidade. A falta de informação
é o maior obstáculo para se vencer tais abusos dentro do movimento pentecostal,
já que este dá mais ênfase a experiências místicas do que ao conhecimento, e
mais ênfase na palavra do líder/pastor que na própria Bíblia.
3. EDUCAÇÃO COMO SOLUÇÃO
“A
cultura assusta muito. É uma coisa apavorante para os ditadores. Um povo que lê
nunca será um povo escravo.” –ANTUNES (2003)
Acredito que a educação seja a
melhor saída para que o povo não caia nas garras de tais lobos devoradores que
se espalham pelo meio do rebanho. Os países com melhores índices de
desenvolvimento hoje são os que mais deram atenção à educação de seu povo. É
sabido que muitos destes líderes não têm interesse nenhum em que seu rebanho
estude, adquira conhecimento e cultura, porém, é necessário que aqueles que têm
a possibilidade comecem a implantar uma cultura de educação diferenciada no
meio da igreja. Este quadro mudou ao longo dos anos, já que, assim como uma
parcela maior da população hoje se declara evangélica, muitos destes também
fazem parte daqueles que tem acesso a uma educação melhor, a uma universidade.
Mas a educação não deve se restringir apenas ao conhecimento secular.
O estudo da teologia hoje, mais do
que nunca, se faz necessário para combater heresias e distorções que são
ensinadas constantemente em nosso meio. Vitor Hugo[3]
disse certa vez que quem poupa o lobo sacrifica a ovelha. Esta deve ser uma
máxima constante em nosso meio, já que poucos são aqueles que denunciam tais
líderes. Pecam pela omissão, em deixar que muitos se percam em meio ao engano e
ao erro. Acredito que como Igreja de Jesus, tenho a responsabilidade de
anunciar a verdade tal com ela é, e buscar livrar ao máximo àquelas pessoas
presas pelo engano.
4. CONCLUSÃO
Muito dano tem se causado ao
rebanho de Cristo nos dias de hoje devido abusos por parte de líderes e
pastores sem o devido preparo para assumir tão grande responsabilidade que é
cuidar da Igreja do Senhor. Há feridas que são difíceis de cicatrizar e, mesmo
depois que cicatrizam, latejam e deixam marcas profundas. Por causa disso há
muitos que desistiram de frequentar igrejas, muitos desistiram de acreditar no
cristianismo e no Deus deste sistema. Infelizmente esta é uma causa onde há
poucos que advoguem pelos mais fracos, já que se criou um sistema de medo e
cerceamento, onde o bom senso e a razão foram banidos como sendo eles o déspota
neste sistema de medição de forças.
Alguns
no meio da igreja praticam tanatose, fazem de conta que nada lhes diz respeito,
quando a bíblia nos diz “Portanto, tornai a levantar as mãos cansadas, e os
joelhos desconjuntados” (BÍBLIA, Hebreus cap. 12 verso 12). É sempre nossa
obrigação advogar a causa em favor dos mais fracos. A ordenança bíblica é que
sejamos imitadores de Cristo. Acaso Cristo é injusto? Não estou sendo omisso ao
permitir que a injustiça se perpetre diante dos meus olhos? A mesma bíblia nos
diz que quem deixa de fazer o bem sabendo que deve praticá-lo, peca.
A
saída para os dias de hoje é aliar a razão à espiritualidade, buscar entender
que Deus não faz acepção de pessoas e que, definitivamente, nenhum líder ou
pastor está acima de seu rebanho, mas este deve andar em pé de igualdade, já
que não passa de um ser humano falho, fraco, incapaz e tão necessitado da graça
de Deus quanto qualquer outra pessoa. Se hoje se primasse mais pela Palavra de
Deus que pelas experiências místicas e sincretismos religiosos, encontraríamos
um ambiente salutar para desenvolvimento espiritual e cognitivo amplos,
entendendo que, acima de tudo, devemos servir a Deus com nossa consciência e
razão, e não com a emoção. Que Deus permita que sua Igreja abra os olhos
enquanto é tempo.
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BÍBLIA SAGRADA
BLAZER, Dan. Freud versus Deus. Viçosa,
Editora Ultimato, 2002
CAMARGO, Marília. Feridos em nome de Deus.
São Paulo: Mundo Cristão, 2013
DE YOUNG, Kevin. KLUK, Ted. Eu não quero
um pastor bacana. São Paulo, Mundo Cristão, 2008
Desconhecido.
(14 de Julho de 2013). Pentecostalismo. Acesso em 07 de Outubro de 2013,
disponível em Wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pentecostalismo
MARTON, Fábio. Ímpio: o evangelho de um
ateu. São Paulo, LeYa Brasil, 2011
NICODEMOS, Augustus. O que estão fazendo
com a igreja e a queda do movimento evangélico brasileiro. São Paulo, Mundo
Cristão, 2008
NICODEMOS, Augustus. O ateísmo cristão e
outras ameaças à Igreja. São Paulo, Mundo Cristão, 2011
ROMEIRO, Paulo. Evangélicos em Crise. São
Paulo, Mundo Cristão, 1999
ROMEIRO, Paulo. SuperCrentes. São Paulo,
Mundo Cristão, 1993
ZIMBARDO, Philip. O Efeito Lúcifer: como
pessoas boas tornam-se más. Rio de Janeiro: Record, 2012
[1] The Passionate State of Mind, citado em: ZIMBARDO, Philip. O Efeito Lúcifer. Rio de Janeiro:
Record, 2012, p. 295
[2] Citado em: CÉSAR, Marília
de Camargo. Feridos em nome de Deus.
São Paulo: Mundo Cristão, 2013 (edição digital)
[3]
Victor-Marie Hugo (1802-1885) foi um novelista, poeta, dramaturgo, ensaísta,
artista, estadista e ativista pelos direitos humanos francês de grande atuação
política em seu país.

Nenhum comentário:
Postar um comentário